LUTO INFANTIL

As crianças em processo de luto podem expressar-se de diversas maneiras. Muitas vezes demonstra seus sentimentos mais por meio de seu comportamento do que palavras.

Quando se fala em morte, geralmente é um assunto que denota tristeza, saudade, sentimentos de perda ou em alguns casos são entendidos como “alívio” de uma determinada doença que a pessoa estava sofrendo.

É preciso entender que ainda nos dias de hoje existem vários tabus na sociedade com assuntos que não são frequentemente discutidos. Consequência disso os pais, cuidadores e/ou parentes e amigos usam de metáforas e explicações como “o papai morreu e virou estrelinha” entre outras que podem gerar confusão e fantasias sobre a morte no entendimento da criança.

Como devemos explicar o luto para a criança?

Partindo do pressuposto que a criança tem capacidade de aprender e perceber as situações, deve-se identificar em primeiro momento qual é o conceito de morte que a criança tem, e, assim explicar o processo de luto. Não devemos privar a criança de participar de rituais fúnebres, mas sempre respeitando a sua decisão.

Importante ter cautela para explicar de acordo com o que a criança já tem de conhecimento sobre a morte, ou seja, qual seu conceito de morte, explicando que aquela pessoa não mais estará no meio de nós fisicamente, mas sempre estará presente no coração. Limite-se a usar explicações confusas e abstratas, subestimando a criança, pois, muitas vezes, a criança passa por o luto isolado, pelo fato dos adultos acharem que por ser criança não compreendem muito bem e não sofrem como os adultos. Pelo contrário, se for uma pessoa muito próxima há uma mudança em toda a rotina familiar e comoção que reflete diretamente na vida da criança.

O luto infantil pode ser bem menos confuso e as crianças podem ser mais bem acolhidas de forma consciente, o que fará a diferença em seu desenvolvimento afetivo.

O luto é um momento difícil de enfrentar, passa por alguns estágios como negação, raiva, barganha, depressão e aceitação, onde os adultos são chamados a acolher as crianças nesse processo. Importante sempre procurar ajuda se sentir dificuldades no luto infantil.

Patrícia Suelen Conego.

Psicóloga – CRP: 06/123804

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